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Clearview notifica clientes sobre vazamento de dados

Empresa que montou banco de dados com fotos disponíveis em redes sociais notificou clientes que algumas informações ficaram expostas.


A startup norte-americana Clearview, que desenvolve uma tecnologia de reconhecimento facial oferecida a autoridades policiais, a empresa notificou os clientes sobre um vazamento de dados que expôs sua lista de clientes, quantas buscas eles fizeram no banco de dados e o número de contas de acesso criadas por cada um. 

A companhia confirmou o incidente, mas destacou que seus servidores não foram acessados e que a falha já foi corrigida. "Infelizmente, vazamentos de dados são um fato da vida no século XXI", comentou Tor Ekeland, advogado da Clearview, em um comunicado ao site "CNET".

A Clearview oferece uma solução de reconhecimento facial para autoridades policiais, prometendo facilitar a identificação de suspeitos. O fundador da empresa, Hoan Ton-That, descreveu o serviço como "uma ferramenta de busca para rostos".

A base da tecnologia criada pela startup, segundo uma reportagem do "The New York Times", é um banco de dados de três bilhões de imagens capturadas de sites como Facebook, YouTube, Venmo e "milhões de outras páginas".

Embora o banco de dados não tenha sido vazado, a exposição da lista de clientes gera dúvidas sobre a capacidade da empresa de proteger outras informações, especialmente porque prestam serviços ao governo.  Políticos e autoridade nos EUA já estavam questionando o uso do produto devidos aos métodos da coleta de dados e o risco de invasão de privacidade.

Nos Estados Unidos, a legislação determina que as vítimas de vazamentos de dados recebam uma notificação do ocorrido. Embora a lista de clientes vazada não tenha sido obtida pela imprensa, agora sabe-se que o produto é usado por departamentos policiais em Atlanta, na Flórida (ambas nos EUA) e em Toronto (no Canadá). De acordo com uma reportagem da "Reuters", o aplicativo também é oferecido a instituições financeiras.

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