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Celular barato pode ser risco para a privacidade

Privacy International denunciou modelo de celular com menor preço


Um celular barato pode se pagar obtendo informações sobre você. É isso que conta um artigo publicado no final de setembro, baseado na experiência de uma mulher das Filipinas no uso de um celular MYA 2, da marca MyPhone, que custou menos de US$ 20.

 

Essa empresa local que fabrica aparelhos é responsável por muitos acessos à internet e tem um papel importante na inclusão digital, porém pode apresentar riscos com seus celulares. O primeiro fator é que eles usam versões anteriores do Android, como a 6.0, de 2015, defasada em questões de segurança. Eles já vem com versões desatualizadas do software desde a caixa.

 

Outro problema é que o MYA 2 vinha com aplicativos pré-instalados que o usuário não consegue remover. Isso uma prática comum por causa das negociações com as desenvolvedoras dos apps com as fabricantes de celulares. Mas a segurança pode ser comprometida, pois esses aplicativos acessam contatos, fotos, vídeos, localização e mensagens.

 

Além disso, há aplicativos pré-instalados que são de fato invasivos, colocando anúncios no navegador do celular. Esse app se chama Cosiloon e foi detectado pela Avast. milhares de pessoas foram afetadas em mais de 100 países. Em um mês, a empresa detectou 18 mil aparelhos afetados pelo app.

 

"Há um ditado que diz 'você recebe pelo que paga' e, quando você pensa quanto os smartphones custam normalmente, geralmente centenas de dólares, as pessoas devem suspeitar quando um celular é vendido por apenas US$ 17", disse o chefe de ameaças móveis e segurança da Avast, Nikolaos Chrysaidos.

 

Para evitar esse tipo de problema, a primeira ação necessária é pesquisar sobre potenciais riscos à segurança e privacidade que determinado aparelho pode causar, antes da compra. Depois, é essencial saber qual versão do sistema operacional o telefone usa, seja Android ou IOS. Quanto mais recente ela for, melhor.

 

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