Vazamentos

Vulnerabilidades no Android e IOS estão aumentando no Brasil

Aumento nas detecções foi relatado pela ESET, empresa de antivírus


A falta de proteção aumentou nos primeiros seis meses de 2019 em comparação a 2018. Os dados são de uma pesquisa da ESET, empresa de antivírus e soluções de segurança. No relatório consta que 68% das falhas nos sistemas Android em 2019 foram de alta criticidade e 29% delas permitiram a execução de códigos maliciosos. Em relação aos outros anos, o número de falhas graves é maior.

Embora a Google tenha atualizado seus softwares para promover maior segurança aos usuários, 90% dos dispositivos com esse sistema operacional usam versões anteriores ao Android Pie, que podem expor os telefones desatualizados a falhas e pedem reparos na arquitetura da instalação

 

Uma vulnerabilidade nas versões Android 2.0 e 9.0 chamada CVE-2019-2107 foi capaz de violar alguns aparelhos, reproduzindo vídeos depois que o usuário abria determinado arquivo. Dessa forma, os cibercriminosos obtinham acesso ao dispositivo. Esses vídeos podem ser enviados pelo Gmail.

 

Nos primeiros seis meses de 2019, as detecções de malware para Android concentraram-se na Rússia (16%), Irã (15%) e Ucrânia (8%). O primeiro país da América Latina a aparecer no ranking é o México (3%) em sexto lugar, seguido pelo Peru (2%) em décimo lugar. Se apenas as detecções nos países latinos forem consideradas, neste ano os países com maior número de detecções foram México (26%), Peru (16%) e Brasil (12%).

 

Para os aparelhos iOS, as vulnerabilidades no primeiro semestre de 2019 representam um aumento de 25% em relação a 2018, quase o dobro das encontradas no Android. Porém, o percentual de alta criticidade é menor do que no Android, em torno de 20%. "O número de novas variantes de malware continua muito baixo, o que indica que o interesse dos cibercriminosos continua sendo o Android, onde está localizado o maior número de usuários", observa Denise Giusto Bilic, especialista em segurança da informação da ESET América Latina.

 

As vulnerabilidades também podem ser encontradas nos aplicativos, não no sistema operacional. Exemplo disso é uma falha no WhatsApp que permitiu a alteração de mensagens enviadas, assim como os ataques que tentam atrair usuários por meio de ataques, como o golpe no WhatsApp que prometia 1000 GB para navegar pela internet.

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