Recentemente, em uma discussão acalorada nas redes sociais, um internauta mencionou absurdos na grade curricular de cursos superiores, como a inclusão de filosofia na economia e Libras na biomedicina. Essas conversas, embora pareçam distantes da LGPD, refletem uma verdade: a educação sobre privacidade e segurança digital ainda é insuficiente. A LGPD não é apenas uma regulamentação; é um chamado à consciência sobre como nossos dados são coletados, armazenados e utilizados, muitas vezes sem nosso consentimento explícito.
A realidade é que muitos de nós assinamos contratos digitais longos e complexos, muitas vezes sem ler. ?Ao aceitar, você permite que a Samsung envie notificações e mensagens?, diz um trecho que pode passar despercebido. Essa prática comum levanta uma questão primordial: estamos realmente cientes do que significa dar nosso consentimento? A LGPD surge como uma resposta a essa inquietação, exigindo que as empresas sejam transparentes e que os usuários tenham controle sobre suas informações pessoais.
No entanto, o cenário é desafiador. Um dia, ao buscar informações sobre seus dados em um extrato do PagSeguro, um usuário percebe que não há identificação clara de sua pessoa. ?Está anonimizado?, pensou. Essa prática é legal sob a LGPD, mas levanta outra questão: até que ponto a anonimização realmente protege a privacidade? E como podemos garantir que nossos dados não sejam utilizados de forma indevida?
A urgência de uma educação midiática nas escolas é cada vez mais evidente. Como a jovem que faz sobrancelhas e não sabe que enviar mensagens de marketing sem consentimento é uma violação da LGPD, muitos ainda estão no escuro sobre seus direitos. Se o presidente Lula defende a educação midiática, é porque reconhece que a luta pela privacidade dos dados está longe de ser vencida. A LGPD nos fornece as ferramentas, mas cabe a nós usá-las e garantir que nossos direitos sejam respeitados em um mundo que avança rapidamente para a era digital.