Recentemente, um debate acalorado nas redes sociais trouxe à tona a necessidade de incluir a LGPD e suas implicações nas grades curriculares de cursos de tecnologia e direito. Em meio a discussões sobre opções de disciplinas, alguém mencionou a LGPD como uma matéria obrigatória, enquanto outros se perderam em comparações absurdas, como a inclusão de Libras em cursos de biomedicina. Essa desconexão em relação à importância da proteção de dados reflete um problema maior: a falta de conscientização sobre como nossas informações são tratadas e o poder que temos, ou devemos ter, sobre elas.
Os perigos dos vazamentos de dados são palpáveis e afetam a todos nós. Recentemente, um exame em um laboratório de análises resultou em uma enxurrada de propostas indesejadas de planos de saúde. Coincidência? Para muitos, a resposta é um retumbante não. A realidade é que a irresponsabilidade na programação de sistemas e a falta de consentimento estão na raiz de muitos desses problemas. A LGPD não é apenas uma legislação; é uma chamada à ação para que empresas e usuários se tornem mais conscientes e cuidadosos com suas informações.
Além disso, o cenário atual nos Estados Unidos, onde palavras como ?mulher? e ?LGPD? estão se tornando tabu, nos faz refletir sobre o que está em jogo. O controle sobre nossos dados não é apenas uma questão de privacidade, mas também de direitos humanos. A necessidade de uma educação midiática nas escolas se torna evidente, pois é fundamental que todos, desde profissionais até trabalhadores autônomos, compreendam que enviar mensagens de marketing sem consentimento é uma violação da LGPD.
Por fim, a era digital exige que tomemos as rédeas da nossa privacidade. A LGPD nos dá ferramentas para isso. Por exemplo, muitos usuários desconhecem que podem solicitar, através de plataformas como Instagram e Facebook, que seus dados não sejam utilizados para alimentar inteligências artificiais. Incorporar a LGPD em nossas interações diárias é um passo necessário para garantir que nossos direitos sejam respeitados. O caminho é longo, mas com informação e conscientização, podemos transformar a proteção de dados em uma prioridade coletiva.