Recentemente, uma usuária compartilhou sua experiência de receber incessantes mensagens de marketing após realizar um simples exame. Essa situação, que poderia parecer trivial, é um reflexo de um problema mais profundo: a falta de consentimento e o desrespeito à privacidade. A LGPD foi criada para proteger os cidadãos brasileiros de abusos, mas o desafio está em conscientizar a população sobre seus direitos. É alarmante perceber que muitos ainda não sabem que podem solicitar a exclusão de seus dados ou, em casos de uso indevido, exigir reparação.
A inteligência artificial (IA) também entra nessa discussão. Com a popularização de algoritmos que utilizam dados pessoais para treinar modelos, muitos usuários se veem alheios ao uso que é feito de suas informações. A possibilidade de solicitar que plataformas como Instagram e Facebook não utilizem seus dados é uma ferramenta poderosa, mas que poucos conhecem. Portanto, a educação midiática se torna uma necessidade urgente, principalmente nas escolas, onde jovens podem aprender a navegar neste novo mundo digital com um olhar crítico.
Por outro lado, a resistência à implementação da LGPD por alguns setores revela um dilema ético. Empresas que não respeitam as regras de proteção de dados não apenas infringem a lei, mas também corroem a confiança do consumidor. A relação entre marcas e clientes deve ser construída sobre bases sólidas, onde a transparência e o respeito são fundamentais. Se as lojas de aplicativos e empresas de tecnologia não se adaptarem a essa nova realidade, correm o risco de ver sua reputação manchada.
A LGPD é mais do que uma legislação; é uma oportunidade de redefinir como interagimos em um mundo digital. Se cada indivíduo entender seu papel nesse processo, poderemos transformar a sociedade em um lugar onde a privacidade é respeitada e valorizada. O caminho é longo, mas a jornada pela proteção de dados pessoais é uma luta que todos devemos abraçar.