A proposta de utilizar a biometria visa aumentar a precisão na identificação de suspeitos, reduzindo o risco de erros que podem levar a injustiças, como ocorreu no caso da diarista. O CNJ acredita que a adoção de tecnologias de reconhecimento facial e impressão digital pode revolucionar a forma como as autoridades policiais e judiciais lidam com a emissão de mandados, proporcionando maior segurança tanto para os cidadãos quanto para o sistema judiciário.
Especialistas em direito e tecnologia apoiam a ideia, ressaltando que a biometria não apenas ajudaria a prevenir prisões indevidas, mas também poderia agilizar o processo de captura de criminosos em situação de fuga. No entanto, a proposta não é isenta de controvérsias. Críticos apontam que a implementação de tais sistemas deve ser acompanhada de rigorosas medidas de proteção de dados e privacidade, para evitar abusos e garantir que as informações biométricas dos cidadãos sejam tratadas com segurança.
Além disso, a discussão sobre o uso de biometria na Justiça brasileira se insere em um contexto maior de modernização e digitalização dos serviços públicos. À medida que o país avança rumo à transformação tecnológica, é fundamental que as instituições assegurem que esses novos métodos sejam utilizados de forma ética e transparente, garantindo os direitos fundamentais de todos os cidadãos.
Em suma, a consideração do CNJ em adotar a biometria para ordens de prisão é um passo significativo em direção a um sistema judiciário mais eficiente e justo. O episódio da diarista é um exemplo claro da necessidade de evolução nos processos judiciais, destacando a importância de integrar tecnologia de forma responsável e cuidadosa no combate à criminalidade.