Apesar das sanções impostas pela UE em resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia, a Eutelsat mantém a transmissão de uma série de canais russos, o que provocou críticas de governos e organizações de direitos humanos. A decisão da empresa é vista por muitos como uma contrariedade à posição da União Europeia em relação à disseminação de desinformação e propaganda russa, especialmente em um momento em que a guerra na Ucrânia continua a afetar a estabilidade da região.
A Eutelsat defende sua postura afirmando que é uma empresa de comunicação neutra e que deve respeitar a liberdade de expressão. No entanto, críticos argumentam que a veiculação de conteúdos sancionados não só viola as normas internacionais, mas também contribui para a disseminação de narrativas nocivas que podem influenciar a opinião pública em favor do regime russo.
A situação traz à tona um debate mais amplo sobre o papel das empresas de tecnologia e telecomunicações em tempos de conflito. À medida que a desinformação se torna uma arma poderosa na guerra moderna, a responsabilidade social das empresas em filtrar e controlar o conteúdo que transmitem se torna cada vez mais crucial.
À medida que a Eutelsat enfrenta pressão para rever suas práticas, o futuro da transmissão de mídia russa na Europa permanece incerto. O caso destaca a necessidade urgente de um diálogo entre reguladores, empresas e a sociedade civil para garantir que as plataformas de comunicação não sejam usadas como ferramentas de propaganda em conflitos internacionais.