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O uso de IA voltada para proteção de dados pode subir 40% até 2023.


Atualmente, 5% da tecnologia voltada para a conformidade com as leis de privacidade, são dependentes do uso de Inteligência Artificial (IA). Porém, de acordo com o Gartner, Inc., empresa de consultoria, a previsão é de que esse número aumente para 40% até 2023. 

 

"As leis de privacidade, como o Regulamento Geral de Proteção de Dados (#GDPR) e a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (#LGPD) apresentaram um argumento comercial convincente para a conformidade com a privacidade e inspiraram muitas outras jurisdições em todo o mundo a segui-las. Como resultado, mais de 60 jurisdições em todo o mundo propuseram ou estão elaborando leis de privacidade e proteção de dados. O Canadá, por exemplo, está buscando modernizar sua Lei de Proteção de Informações Pessoais e Documentos Eletrônicos (PIPEDA), em parte para manter a adequação com o observado na União Europeia depois do GDPR". Bart Willemsen, Vice-Presidente de Pesquisa do Gartner.

 

A pressão nos líderes de privacidade para garantir que todos os dados pessoais estejam sendo processados de forma adequada, é cada vez maior. E essa não é uma tarefa fácil, além de ser cara, também pode ser difícil de gerenciar sem ajuda tecnológica. Portanto, se faz necessário utilizar aplicativos de Inteligência Artificial, para reduzir os encargos administrativos e as cargas de trabalho manuais.

 

Além de proporcionar uma experiência positiva do usuário (UX), há também a capacidade de uma melhor organização para lidar prontamente com os pedidos dos titulares de dados para acessar, alterar ou remover informações da base de uma empresa. 

 

As organizações devem responder esses pedidos em um período de tempo definido. Porém, uma pesquisa realizada on-line no Brasil, Alemanha, Índia, Estados Unidos e Reino Unido, pelo Gartner em 2019 mostra o despreparo para tal. Segundo a pesquisa, as organizações ainda não são capazes de fornecer respostas rápidas e precisas às solicitações que recebem. Dois terços dos entrevistados indicaram levar duas ou mais semanas para responder a uma única solicitação de direitos subjetivos. Com frequência realizados manualmente, os custos médios desses fluxos de trabalho são de aproximadamente US$ 1.400, que se acumulam com o tempo.

 

"A velocidade e consistência pelas quais as ferramentas de Inteligência Artificial podem ajudar a lidar com grandes volumes de solicitações de direitos subjetivos não apenas economizam gastos excessivos de uma organização, mas também reparam a confiança do cliente. Com a perda de clientes atuando como a segunda maior preocupação dos líderes de privacidade, essas ferramentas garantirão que suas demandas de privacidade sejam atendidas". Bart Willemsen, Vice-Presidente de Pesquisa do Gartner.

 

É esperado que até 2022, os gastos globais relacionados à privacidade utilizando ferramentas de conformidade cheguem ao US$ 8 bilhões. A expectativa do Gartner é que os gastos com a privacidade impactem as estratégias de compra das partes interessadas conectadas, incluindo as de Chief Information Officers (CIOs), Chief Digital Officers (CDOs) e Chief Marketing Officers (CMOs). 

 

"A era pós-GDPR exige uma ampla gama de recursos tecnológicos, muito além das planilhas padrão do Excel do passado. O mercado de tecnologia voltada à privacidade ainda está surgindo. O certo é que a privacidade, como disciplina consciente e deliberada, desempenhará um papel considerável em como e por que os fornecedores desenvolvem seus produtos. À medida que a Inteligência Artificial aumenta a prontidão para a privacidade, auxiliando as organizações em áreas como gerenciamento de solicitações de direitos subjetivos e descoberta de dados certamente começaremos a ver mais recursos de IA oferecidos pelos fornecedores de serviços" Bart Willemsen, Vice-Presidente de Pesquisa do Gartner.

 

#privacytech #LGPD #GDPR

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