Os especialistas apontam que, em momentos de crise, como enchentes, incêndios e furacões, muitas pessoas ficam vulneráveis a fraudes, pois seus dados pessoais podem ser facilmente acessados ou utilizados maliciosamente. A falta de infraestrutura e a desorganização que geralmente acompanham essas situações criam um ambiente propício para que golpistas se aproveitem da desinformação e do desespero das vítimas, levando à exploração de pessoas em situações já críticas.
Além disso, a preocupação com a privacidade se intensifica à medida que as tecnologias de monitoramento e rastreamento, usadas para gerenciar desastres, podem comprometer a segurança dos dados pessoais. A coleta e o armazenamento inadequados de informações sensíveis durante essas emergências levantam questões éticas e legais, especialmente em relação à proteção de dados conforme as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no Brasil.
Para mitigar esses riscos, os especialistas recomendam que tanto indivíduos quanto organizações adotem práticas robustas de segurança da informação e estejam atentos às regulamentações que visam proteger a privacidade. A conscientização sobre como agir em situações de emergência e a educação sobre os direitos de privacidade são fundamentais para garantir que as pessoas não se tornem vítimas de fraudes em tempos de crise.