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Uso invasivo de dados é motivo para 69% dos consumidores abandonarem marcas

Os dados são de uma pesquisa da empresa de consultoria Accenture Interactive que entrevistou pessoas em 8 países


Segundo uma nova pesquisa, 69% dos consumidores deixariam de consumir determinadas marcas se elas fizessem uso invasivo de seus dados pessoais. Ainda que 87% considerem importante que as marcas entendam suas preferências, 75% não se sentem confortáveis com a coleta de dados via microfone.

 

A preocupação com a privacidade é maior quando pessoas queridas estão sendo "espionadas".  Entre os entrevistados, 71% ficaram chateados porque foram citados dados sobre suas famílias que eles não haviam compartilhado.

 

Os dados são de uma pesquisa da empresa de consultoria e tecnologia da informação Accenture Interactive, que entrevistou 8 mil consumidores em nove países: Alemanha, Canadá, Espanha, EUA, França, Itália, Reino Unido e Suécia.

 

O estudo visa fomentar estratégias de uso responsável de dados, visto que a maioria dos consumidores afirma que deixaria de consumir de marcas invasivas. "As marcas estão aprendendo os limites entre invasivo e inovador para usar dados e construir relacionamentos", explica Glen Hartman, diretor para América do Norte e diretor global de marketing digital da Accenture Interactive.

 

A pesquisa, chamada Consumer Pulse 2019, ainda apontou que 73% dos consumidores estão dispostos a compartilhar informações pessoais caso, em troca, as marcas sejam mais transparentes sobre o uso que farão.

 

A necessidade das leis de proteção de dados é apontada na pesquisa. Na Europa, já está em vigor a GDPR. No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) irá entrar em vigor em agosto de 2020, impactando todas as empresas que coletam dados pessoais.

 

Para fins de marketing, os dados devem ser coletados com o consentimento do consumidor, e ele pode pedir a qualquer momento para ter seu e-mail ou número de telefone excluídos da base de dados da empresa.

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