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A segurança de dados nos pagamento com cartões

Só no primeiro semestre de 2019, os cartões movimentaram R$ 850 bilhões no Brasil


Nos últimos anos, a forma de lidar com o dinheiro e realizar pagamentos mudou, passando a ser muito mais digital e muito menos papel. Só no primeiro semestre de 2019, os cartões movimentaram R$ 850 bilhões no Brasil, sendo R$ 534,4 bilhões de cartões de crédito, R$ 308 bilhões de cartões de débito, e R$ 7,4 bilhões de cartões pré-pagos, ultrapassando a marca de 40 mil transações por minuto.

 

Essa nova forma de consumir eleva o número de dados gerados e armazenados  sob a responsabilidade das lojas físicas e online, assim como dos prestadores de serviços. Se você aceita os cartões como forma de pagamento no seu negócio, saiba que a proteção dos dados de seus clientes deve ser uma prioridade na sua empresa.

 

Já existem diversos casos de companhias que tiveram os dados de cartões de crédito de clientes vazados, como a rede norte-americana de lojas Target, que sofreu um ataque em 2014 que expôs 100 milhões de cartões de clientes. A Home Depot, outra loja do país, também sofreu uma invasão no sistema que permitiu a clonagem de 56 milhões de cartões. 

 

Em 2018, a fabricante de celulares chinesa OnePlus teve 40 mil dados de pagamento de clientes vazados, depois de uma invasão de hackers. Também no ano passado, o Serasa Experian, constatou que uma tentativa de fraude financeira ocorre a cada 16 segundos no Brasil. Segundo a empresa UPX Technologies, até março de 2018 ocorreram 77.300 casos de vazamento de cartão de crédito das principais instituições financeiras do país.

 

Já em 2019, a canadense Freedom Mobile deixou vulneráveis os dados de cartões de crédito de 1,5 milhão de clientes. Foram vazados os números dos cartões, os códigos de verificação e até mesmo o perfil de crédito dos consumidores. A brecha no banco de dados foi fechada somente uma semana depois do descobrimento do problema.

 

Proteja os dados de seus clientes

 

A partir de agosto de 2020, todas as organizações que lidam com dados pessoais devem estar em conformidade com as exigências da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), pois a penalidade para os negócios que não estiverem de acordo, pode chegar a 2% do faturamento ou R$ 50 milhões, por cada infração cometida. 

 

As empresas que precisam se adequar podem recorrer a consultorias especializadas, softwares de gerenciamento de privacidade, cursos na área e a contratação de um DPO, que no Brasil ganhou o nome do Encarregado de Dados. É esse profissional quem irá fazer o intermédio entre a organização e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), além de ser responsável pela elaboração de relatórios de risco, treinamento de equipe e outras atividades. 

 

O cuidado com os dados sensíveis de clientes gera uma maior credibilidade das empresas que realizam vendas online, além de aumentar o nível de segurança da empresa. Portanto, além de proteger informações de pagamentos, as lojas online devem aumentar o nível de transparência em relação aos dados coletados em toda a jornada de compra.



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